sábado, 15 de junho de 2013
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Museu de Arqueologia Bíblica do UNASP: Artigos em homenagem ao Dr Paulo Bork
Fonte: Rede Novo Tempo de Telivisão
Olá pessoal, esse slide recebi de um tio meu e o achei muito interessante e resolvi passar a vocês.
Abraços!
| Os_Essenios.pps Visualizar Download | |Breve descrição do modo de vida dos essênios. | |2432k | |Wesley Alfredo |
Das muitas definições dadas à Bíblia, é provável que uma das mais interessantes tenha sido a de Gerald Wheeler que definiu a inspiração como “Deus falando com sotaque humano”. De fato, a Bíblia é a Palavra do Altíssimo entrando em nossa história e participando ativamente dela.
Logo, seria interessante lembrar que as Escrituras Sagradas não nasceram num vácuo histórico. Elas possuem um contexto cultural que as antecede e envolve. Suas épocas, seus costumes e sua língua podem parecer estranhos a nós que vivemos num tempo e geografia bem distantes daqueles fantásticos acontecimentos, mesmo assim são importantíssimos para um entendimento saudável da mensagem que elas contêm.
Como poderíamos, então, voltar a esse passado escriturístico? Afinal, máquinas do tempo não existem e idéias fictícias seriam de pouco valor nesta jornada. A solução talvez esteja numa das mais brilhantes ciências dos últimos tempos: a Arqueologia do Antigo Oriente Médio.
Usada com prudência e exatidão, a Arqueologia poderá ser uma grande ferramenta de estudo não apenas para contextualizar corretamente determinadas passagens da Bíblia, mas também para confirmar a historicidade do seu relato. É claro que não poderemos com a pá do arqueólogo provar doutrinas como a divindade de Cristo ou o Juízo final de Deus sobre os homens. Esses são elementos que demandam fé da parte do leitor. Contudo, é possível – através dos achados – verificar se as histórias da Bíblia realmente aconteceram ou se tudo não passou de uma lenda. Aí, fica óbvio o axioma filosófico: se a história bíblica é real, a teologia que se assenta sobre essa história também o será. Talvez seja por isso que ao invés de inspirar a produção de um manual de Teologia, Deus soprou aos profetas a idéia de escreverem um livro de histórias que confirmassem a ação divina em meio aos acontecimentos da humanidade.
Sempre houve um mundo de reclamações sobre o tempo seco. Qualquer solzinho nos faz sufocar, quem tem problemas respiratórios enfrenta problemas, os olhos ardem… mas há um setor da ciência que sai no lucro quando a umidade do ar está baixa: a arqueologia. Centenas de novos campos arqueológicos são descobertos com este clima.
Pesquisas recentes mostram marcas feitas em plantações, que supostamente eram acampamentos romanos, da época em que o Império Romano dominava grande parte da Europa, incluindo a ilha britânica. As marcas foram deixadas em antigos campos de cevada, temporariamente improdutivos devido à aridez para o desenvolvimento dessa cultura.
Os arqueólogos envolvidos na descoberta acreditam que se trata de um acampamento móvel do antigo exército romano. Seria um cerco leve, construído como base de defesa para os soldados que partiam em manobras na região. A estimativa é que a descoberta data do primeiro século antes de Cristo, e é um dos quatro sítios arqueológicos descobertos até agora no sudoeste da Inglaterra. Assim, teria mais de 2.000 anos de idade, e seria uma fortificação da gestão do Imperador Júlio Cesar, época de vacas gordas para o Império Romano.
As condições de tempo seco, explicam os arqueólogos, também permitem com que sítios conhecidos possam ser fotografados com mais detalhes. Alguns santuários arqueológicos ingleses, que não eram observados desde uma grande seca que atingiram o país em 1976, voltaram a aparecer neste último verão. Ponto para a arqueologia. [BBC News]
O arqueólogo Walter Kaiser enumera as seguintes descobertas como sendo as dez mais importantes da arqueologia Bíblica:
1. Os amuletos de Ketef Hinnon, contendo o mais antigo texto do Antigo Testamento (séc. VII a.C.);
2. O Papiro John Rylands, contendo o mais antigo texto do Novo Testamento (125 A.D.);
3. Os manuscritos do Mar Morto;
4. A pintura de Beni Hasan, revelando como era a cultura patriarcal 19 séculos antes de Cristo;
5. A estrela de basalto de Dã, descoberta em 1993, que provou, sem sombra de dúvidas, a existência do rei Davi;
6. O tablete 11 do épico de Gilgamés, descoberto, em 1872, por George Smith, que provou a antigüidade do relato do dilúvio;
7. O tanque de Gibeão (mencionado em 2 Samuel 2:13 e Jeremias 41:12), descoberto em 1833, por Edward Robinson;
8. O selo de Baruque, descoberto em 1975, provando a existência do secretário e confidente do profeta Jeremias;
9. O palácio de Sargão II, rei da Assíria mencionado em Isaías 20:1, descoberto em 1843, por Paul Emile Botta, de cuja existência os
historiadores seculares duvidavam até essa descoberta;
10. O obelisco negro de Salmaneser.
A alguns anos atrás no ano de 2002 se não me engano, essa matéria com um titulo nada amistoso como a gente pode olhar na capa da Super Interessante foi uma surpresa para muita gente, você caro leitor nem tem a idéia de que o escritor dessa matéria que realmente chama a atenção de fato, era um jornalista na área de turismo que se mostrou um verdadeiro leigo no assunto de arqueologia biblica, para começar ele fez um resumão de varias partes do livro polêmico de Israel Finkelstein “E A BIBLIA NÃO TINHA RAZÃO”, para se ter uma idéia ele nem se deu o trabalho de pesquisar o outro lado da historia que não concordavam com as alegações do Israelense sendo algumas dessas pessoas arqueólogos de renome e reconhecimento tão respeitados e competentes quanto Finkelstein, pois bem eu achei na internet a carta de um leitor que mandou um e-mail para eles refutando várias afirmações e erros na matéria da revista, mas os caras não publicaram pois sabiam que isso ia pegar mal para eles porque o reclamante tem doutorado de historia pela Escola de arqueologia da Universidade de Liverpool, vejam a carta dele para a revista:
Marcio L. Redondo
Comprei a revista Superinteressante de julho devido à reportagem de capa (A Bíblia passada a limpo), pois trata de assunto de minha especialização.
O articulista, Vinícius Romanini, deve ser elogiado pela sua disposição de tratar de um assunto difícil. No entanto, o artigo ficou muito aquém do que os leitores da revista merecem, pois apresenta demasiadas incorreções. Vejamos algumas:
1) “Torá” não significa “lei” (p. 41, Superinteressante, jul. 2002), mas “instrução”.
2) No seu artigo, Romanini afirma que “o povo hebreu entrou em contato com o mito de Gilgamesh no século VI a.C.” (p. 43). Essa colocação é questionável, pois a descoberta em Megido de um fragmento do Épico ou Mito de Gilgamesh datado de meados do século
3) É interessante a declaração de que as “Dez Pragas [do êxodo] seriam o eco de um desastre ecológico ocorrido no Vale do Nilo” (p. 43). G. Hort foi a primeira pessoa a oferecer uma explicação científica plausível ao relato das pragas, inclusive levando em conta os inúmeros detalhes encontrados nesse relato e demonstrando a relação causa–efeito entre as pragas. Essa explicação sugere que a história das dez pragas é o relato cuidadoso de testemunhas oculares do evento, e não o simples eco de um desastre ecológico. É temerário, portanto, dizer que “o êxodo nunca aconteceu”, como é dito na capa da revista.
4) A afirmação de que os camelos ainda não haviam sido domesticados por volta de 1850 (p. 43) é infundada. Veja-se, por exemplo, a estatueta de um camelo ajoelhado, a qual foi descoberta em Biblos, sendo-lhe atribuída a data de aproximadamente século 19 ou
5) Ao contrário do que afirma o articulista, a pedra de basalto encontrada em 1993 não menciona a existência de um rei hebreu chamado Davi (p. 45). O texto diz simplesmente bytdwd. O exato significado dessa expressão, que vários estudiosos entendem ser “casa (ou dinastia) de Davi” é objeto de disputa.
6) Romanini rejeita a afirmativa bíblica de que Salomão construiu palácios e fortalezas
7) Ligada ao ponto anterior, encontramos ainda a afirmação de que foi Omri quem determinou a construção dos palácios de Megido (p. 45) e de que “Salomão nunca ergueu palácios” (p. 46). Essa idéia, que Romanini provavelmente extraiu de sua leitura de The Bible Unearthed (livro mencionado no final do artigo), envolve questões muito técnicas, tais como datação de cerâmica, cultura material de vários sítios arqueológicos e movimentos migratórios de diferentes povos. Contudo, “com base em sólidos argumentos arqueológicos a comunidade arqueológica em geral rejeita a cronologia cerâmica de Finkelstein”.
8) É dito que o livro de Deuteronômio “possui até profecias que afirmam [...] que um rei chamado Josias [...] seria escolhido por Deus para salvar os hebreus” (p. 47). Qualquer leitor cuidadoso da Bíblia sabe que Deuteronômio não traz tal profecia.
9) Finalmente, quanto à origem de Jesus, Romanini começa dizendo que “alguns textos apócrifos dos séculos II e III sugerem que Jesus é fruto de uma relação de Maria com um soldado romano” (p. 47). Logo
Marcio L. Redondo é pastor batista, coordenador de pós-graduação e pesquisa da Faculdade Teológica Sul-Americana e coordenador para o Paraná do Grupo de Trabalho de História Antiga da Associação Nacional de Professores Universitários de História. É doutor em história antiga pela Escola de Arqueologia da Universidade de Liverpool, Inglaterra
Algumas das maiores descobertas da Arqueologia Bíblica.
A arqueologia bíblica é também objecto de célebres falsificações motivadas por múltiplos interesses. Uma das mais conhecidas surgiu em 2002 quando se publicou o suposto achado de um túmulo (ossário) com uma inscrição que dizia "Tiago, filho de José e irmão de Jesus". Na realidade, o artefacto havia sido construído apenas vinte anos antes, portanto numa época muitíssimo posterior. As características do objecto encontrado não correspondiam ao padrão do Século I,[21] revelando a sua falsidade e expondo as estranhas circunstâncias relacionadas com a sua posse e descoberta.